4/12/2016

Participação no laboratório de pesquisa sobre Coreografia, Performance e Público inserido no D-CAF Festival

Entre 13 e 22 de Abril estaremos no Cairo para participar no laboratório de pesquisa sobre Coreografia, Performance e Público inserido no D-CAF Festival. Este projecto faz parte do programa Urban Heat.

+ INFO SOBRE O PROGRAMA AQUI

Programa de Aperfeiçoamento para Jovens Músicos

Atenção Músicos!!!!

Estão abertas as candidaturas (até 22 de Abril) para o Allegro Con Brio, um programa de aperfeiçoamento para Jovens Músicos.

Participaremos com duas oficinas, "Desatar os nós da garganta e tocar com as borboletas na barriga" e "Como nos preparamos para uma audição" orientadas por Maria Gil e Sofia Cabrita.

+ Info e Programa Aqui

3/22/2016

SALA DE ESTUDO | RESIDÊNCIAS DE ESCRITA


















O projecto Sala de Estudo vem na sequência do Ciclo de Acolhimentos organizado pelo Teatro do Silêncio desde 2012, em que acolhemos no espaço do Lavadouro Público de Carnide, artistas com projectos embrionários na área da performance, da dança e do teatro. Este ano, decidimos privilegiar a escrita, partilhando o nosso escritório com artistas, escritores e investigadores que precisassem de um espaço para escrever. Estes projectos inserem-se numa ideia de partilha de recursos, e numa procura constante de criar rede e laços com artistas nacionais e internacionais, tendo como utopia, a construção de uma comunidade menos ideológica, menos imaginária e mais real.

Disponibilizamos: Escritório em Carnide/Lisboa, com acesso 24h todos os dias da semana, para trabalho individual e reuniões de grupo; Acesso à internet; Acesso a cantina: menu de almoço (não vegetariano) 3,50€.

PROJECTOS SELECCIONADOS

MARÇO | A TERRA DA RAINHA MAUD | LINE MADSEN SIMENSTAD (NO)

A Terra da Rainha Maud, Dronning Maud Land em norueguês, é uma colecção de histórias curtas, cujo título é o nome de uma região na Antártida pertencente à Noruega. As histórias não são sobre a Antártida de uma forma explícita, mas sobre a questão do isolamento, tanto social como geográfico, que é o tema central que atravessa todas as histórias; quase todas têm como cenário, lugares isolados com as suas próprias regras: um apartamento onde os moradores raramente saem à rua, os turnos da noite de um quiosque, um táxi que deambula pelas ruas de uma cidade fria, uma comunidade hippie no sul da Índia. Todas as histórias exploram como as regras são negociadas em pequenos grupos – quer seja uma família, uma organização política, e como os homens são capazes de se adaptar a quaisquer circunstâncias.

LINE MADSEN SIMENSTAD (Oslo, Noruega, 1985): jornalista, actualmente trabalha para o jornal norueguês, Klassekampen. As suas histórias têm sido publicadas em vários jornais, e mais recentemente, no Stockholm Review of Literature. Viveu na Índia, França, Berlim e em 2009, co-fundou uma pequena editora, Broken Dimanche Press.

ABRIL – JUNHO | A ARTE COMO PRÁTICA POLÍTICA: A PARTIR DO ACTIVISMO FEMINISTA | ANA MARÍA CASTRO SÁNCHEZ (CO)

Este projecto de escrita está inserido numa investigação que procura compreender a relação entre a acção política e o activismo feminista, que se centra na arte como prática política, repensando a relação da arte com a política. A partir da metodologia de produções narrativas, realizou-se um trabalho de campo com artistas e activistas Colombianas, procurando sistematizar uma forma de acção, de investigação activista feminista.

ANA MARÍA CASTRO SÁNCHEZ (Ibagué, Colômbia, 1980): Pelas voltas que a vida dá chegou a Portugal para estudar num programa de doutoramento em sociologia na Universidade de Coimbra. A sua formação de base está relacionada com as ciências sociais, os estudos da cultura e do género. Na Colômbia é professora na Faculdade de Ciências Humanas e Artes da Universidade de Tolima.

JULHO | CABEÇAS A ARDER #1: LUGARES QUE ARDEM POR DENTRO | INÊS LAMPREIA (PT)

O projecto de escrita consiste na criação de narrativas para a série #1: Lugares Que Ardem Por Dentro, da instalação literária – Cabeças a Arder. Inês Lampreia dá vida, história e enquadramento sociopolítico a uma série de caixas de fósforos, tendo como pano de fundo uma visão crítica do mundo, directa ou indirectamente, relacionada com a origem das próprias caixas. Os textos criados pretendem também reflectir as problemáticas actuais de diferentes comunidades e os grandes paradigmas que habitam o mundo contemporâneo.

INÊS LAMPREIA (Lisboa, 1979): Foi premiada pela Casa do Alentejo na categoria de conto em 2012 e tem sido publicada pela Edições Pasárgada. A par do conto e novela, os seus escritos atravessam áreas como argumento, performance, instalação literária e escrita visual.

OUTUBRO – DEZEMBRO | #FILÓSOFO | DAVID ERLICH PT

No liceu de Aristóteles, caminhava-se, investigava-se, partilhava-se. O convite deste projecto é este: que tal voltarmos ao liceu de Aristóteles através de uma sua recriação no presente? Como seria se, num dos nossos liceus tão segmentados em disciplinas e horários, Aristóteles se nos reapresentasse com as suas caminhadas peripatéticas? O desafio é, tão simplesmente, escrever este romance, retirando a Filosofia das aborrecidas salas de aula e colocando-a aí no meio de nós, o seu lugar autêntico. Uma filosofia vivida como aventura, e haverá outra maneira de a viver?


DAVID ERLICH (Lisboa,1989): Mestre em Filosofia e em Ensino da Filosofia pela FCSH – UNL. Professor e formador, acontece-lhe de vez em quando a escrita, em momentos que tenta, com precária eficácia, colocar no papel. Nessas tentativas recebeu algumas distinções no âmbito da poesia, na sequência das quais publicou O Verso dos Pássaros e aguarda publicação de corpo casa mundo. Tentará aventurar-se agora na área da prosa.

+INFO: Email: teatrodosilencio@gmail.com | Tel. +351 914632675 – Maria Gil (Direcção de Produção)

3/21/2016

Inserido na recente publicação, Cartografia das Fronteiras da Narrativa Audiovisual, e com Edição de Maria Guilhermina Castro, Carlos Sena Caires, Daniel Ribas e Jorge Palinhos; Maria Gil e Miguel Bonneville, apresentam duas reflexões sobre "A Autobiografia no Processo Criativo".


«Uma autobiografia é sempre um fracasso. É um fracasso no sentido em que podemos pensar que poderá ser completa, plena. Uma autobiografia está sempre repleta de omissões, de falhas, de esquecimentos, de interpretações. Uma autobiografia é sempre subjectiva. E é uma forma de recriar não só uma história, mas também a tão aclamada história geral.» Miguel Bonneville

«As narrativas autobiográficas contam histórias que normalmente não aparecem nos grandes livros de história. É um acto de tornar visível identidades que têm sido histórica, social, cultural, e politicamente silenciadas ou marginalizadas. Ao mesmo tempo que a minha narradora tem controlo sobre a auto-representação que faz de si mesma, ganha domínio sobre a sua história de vida e sobre a sua identidade. É comum as narrativas autobiográficas tornarem-se actos de confissão e testemunho onde o narrador revela em público que tem sido reprimido e silenciado. Assim, a narrativa autobiográfica transforma-se num processo de sarar e de curar. O espectáculo transforma-se num acto que reconstitui o eu, o público e os contextos culturais envolventes – a comunidade. Neste sentido, a narrativa autobiográfica é sempre política.» Maria Gil


Foto: Joana Linda

2/01/2016

Candidaturas Abertas!

SALA DE ESTUDO
RESIDÊNCIA DE ESCRITA

Tens um projecto de escrita? Precisas de um espaço para escrever e trabalhar em silêncio?

Durante o mês de Fevereiro de 2016 o Teatro do Silêncio está a receber propostas de projectos de escrita para serem realizados durante o período de Março e Dezembro de 2016.

Disponibilizamos:
- Escritório em Carnide/Lisboa, com acesso 24h todos os dias da semana, para trabalho individual e reuniões de grupo;
- Acesso à internet;
- Acesso a cantina: menu de almoço (não vegetariano) 3,50€.

Nota: Aberto a todas as áreas do conhecimento humano.

Enviar proposta de projecto a desenvolver, período em que gostaria de trabalhar (não existe um limite pré-definido) e nota biográfica (ou cv) para: teatrodosilencio@gmail.com


DATA LIMITE DE RECEPÇÃO DE PROPOSTAS - 29 de Fevereiro de 2016 

foto: Isaac Pereira